quarta-feira, 14 de março de 2012

Fraternidade e saúde

      A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema Fraternidade e Saúde Pública, e como lema "Que a saúde se difunda sobre a terra". Assim, surgem diversas reflexões sobre: o que estou fazendo para ajudar o meu irmão doente? Como anda a Saúde Pública em nosso país? Será que pacientes e até mesmo os profissionais da saúde estão sendo bem tratados? Diversas reuniões estão sendo feitas para discutir o assunto, e uma mesmo será neste domingo, no reencontro de jovens da PJ (Pastoral da Juventude) de São Roque.
      Mas o que quero partilhar aqui, na verdade, é somente o que venho sentindo nos últimos dias. Nesta época, minha família e eu ficamos mais sensíveis ainda ao assunto, pois minha tia-avó anda acamada e sem chances de viver por muito tempo. Nos últimos dias, tenho me lembrado muito de meu avô (já falecido) e do quanto ele ajudava as pessoas doentes e necessitadas, fosse pra uma corrida ao médico, ou para uma palavra amiga. O senhor João Silvério estava sempre lá. E muitas vezes me emociono ao ver que a minha casa está cheia de tias, que aprenderam com o pai (meu avô) a serem solidárias. Vieram pra São Roque de mala e cuia, dormem em casa, mas estão sempre lá com a tia Emiliana, e com os filhos dela, que tanto precisam entender e aceitar os projetos de Deus, alguns já estão mais conformados, outros menos, pois nem sempre é fácil entender a vontade divina, e muito menos aceitar o sofrimento. 
      Tenho certeza de que, se o sr. João Silvério ainda estivesse vivo, não faria diferente.
      Assim, vejo que o amor atravessa gerações.
     É nítido que a humanidade anda doente de amor, por isso, espero piamente que nós (netos), apesar de nossos defeitos e caprichos, não o deixemos morrer.



domingo, 4 de março de 2012

Ilusion

Uma vez eu tive uma ilusão,
e não soube o que fazer com ela
não soube o que fazer,


e ela se foi...


Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei

Eu só sei que ela se foi....


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Se aliança dissipar... e sentença for só desamor..."

Realize

      Tão acostumada a ambientes de pessimismo, tão já acostumada a trabalhar onde ouvia, o tempo inteiro, várias reclamações de professores sem esperança, incrédulos, que não acreditam em mudanças ou que simplesmente não acreditam mais que é possível fraternidade entre as pessoas. E ai de você se ousar sonhar por um instante, se ousar acreditar num mundo melhor, "isso é ingenuidade!!!" ou um "ah! isso que ela tá dizendo aí é o ideal, não é o real, quero ver na prática!" Ok..ok.. vamos ver na prática, mas o que se está fazendo além do reclamar? Há tantos professores na rede pública que em vez de utilizarem seu tempo - em reuniões de capacitação ou HTPCs - para elaborar propostas e projetos, ou colocar uma dificuldade em questão e realmente suscitar a resolução do problema, só reclamam, falam, falam (isso quando não falam mal dos outros) e acabam voltando sem nada renovador, com a mesma aula de anos atrás, na segunda de manhã. E ainda têm a coragem de dizer "perdi meu tempo!"
Não digo que não é preciso reclamar, é necessário sim! Mas também deve se ir além disso.
      "Quero ver na prática!" Mas você já tentou pôr a tal ideia em prática?!
      De repente me encontro num ambiente que visa justamente a fraternidade, mas de que forma? Fazendo o bem mesmo nas pequenas coisas, no dia-a-dia de seu trabalho, na convivência com sua família, com seus amigos, até com seus inimigos, e descubro que não sou a única "ingênua", pois muitos têm um ideal e conseguem torná-los realidade. Não é fácil, mas também não é impossível. Nada é impossível quando é feito com amor.
      Felizmente volto a ser eu! a pensar e acreditar sem culpa, lembrando dos momentos em que um aluno da 8° série aprendeu finalmente a escrever os números de 0 a 10; de quando o outro olhou pra mim, com os olhos cheios de lágrima, por não saber escrever direito, e me disse "eu vou ler mais professora" ou de quando o garoto do Ensino Médio - revoltado que era - tentou convencer os seus colegas a participarem da aula de recuperação junto com ele.
      Professores e demais profissionais, há muito trabalho a ser feito, só depende de você. Não espere o ideal, viva-o!