sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gostei muito deste texto de Moran, e fiz uma reflexão (para mandar pro proinfo), acredito que vale a pena ser lido, disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/aparente.htm

Nem tudo é o que parece

O texto de Moran foi muito pertinente para que fizesse uma reflexão até sobre mim mesma: “será que até eu também não esteja distinguindo real e virtual?” Pois é, eu que critico tanto os reality shows da vida, talvez também esteja participando de um deles. Será que confundo divulgação com exibicionismo? Será que estou sendo “eu mesma” ao compartilhar frases, opiniões, links e fotos? Ou me preocupo sempre com o que os outros vão pensar de mim? Questões essas sobre as quais todos deveriam refletir, principalmente os adolescentes, pois  é na adolescência que a busca pela atenção torna-se uma questão até de sobrevivência.
Querer saber da vida dos outros e se autopromover é um mal intrínseco do ser humano, que sempre precisa de atenção, precisa aparecer. É-se “feliz” quando alguém quer saber de você, quando te dá atenção, aliás, o que os adolescentes mais buscam nesta idade, a atenção, a popularidade, a necessidade de suprir suas carências. Por isso, deixam-se levar por essa avalanche de informações, de sites de relacionamentos como twitter, blogs, orkut, facebook, formspring, etc... fazendo amizades que na verdade não são “reais” ou sinceras, ou confundindo o próprio “ser”. Um ser virtual e não real. Veem-se vários scraps de um amigo que diz “eu te adoro” no orkut, mas que não dá nem “oi” quando cruza com o suposto “amigo” numa rua.
Conheci pessoas que eram de um jeito virtualmente e de outro realmente. Talvez eu também tenha sido vista pela internet de uma forma bem diferente do que sou na realidade. Depende do olhar de quem vê ou do que a pessoa quer parecer sendo vista. E é isso que é necessário que os adolescentes de hoje em dia percebam, que nem sempre se é o que parece, ainda mais quando se é visto por este monitor que distorce o “ser”.  Podemos até fazer a comparação com artistas de TV, quantas vezes não se ouviu dizer: “ele e completamente diferente do que aparece na TV”. Pois é. Surge uma tecnologia que “engana” e ainda que, em vez de aproximar, afasta as pessoas. Como diz Moran, preza-se a quantidade de amigos pela qualidade, o que não deveria acontecer. Ou buscam-se admiradores ou fãs em vez de amigos.
Depois de refletir sobre nós mesmos e até que ponto esta tecnologia influencia em nosso e ser e em nosso agir, acredito que seja hora de buscar ajudar de alguma forma nossos adolescentes a se redescobrirem e a notarem que o que importa são os sentimentos e valores de quem realmente nos amam e não as aparências. Um bom tema a se trabalhar nas escolas.

sábado, 30 de abril de 2011

Observando a Natureza

Um bom passo para se começar a refletir sobre o meio ambiente é observá-lo, ver como estamos cuidando dele. E foi isso que os alunos do colégio, onde eu trabalho, fizeram. Fizemos um passeio pela comunidade. Observaram desde árvores, plantas e animais a muito lixo jogado nas ruas. Tanto lixo, que os alunos do 5 ano resolveram catar um pouco da sujeira (é claro que protegidos com luvas). O passeio foi muito divertido e eu mesma aprendi muito com eles. Ta aí uma dica para ser trabalhar este tema nas escolas.

Aqui vão também alguns vídeos de conscientização sobre o meio ambiente, trabalhados nas aulas:





E para as crianças, como ser uma criança ecológica:



sábado, 16 de abril de 2011

O Meio Ambiente nas Escolas

    Pra alguns, parece ser um esforço imeeenso dar uns três ou quatro passos pra chegar numa lata de lixo ou ainda pra guardar um mísero papel de bala no bolso (pra jogar no lixo depois). Logo, algum tipo de educação deve ser dada a essas pessoas. Um bom local é nas escolas, além da educação que se deve trazer de casa, é claro. 

    Sendo assim, um assunto que não pode deixar de ser trabalhado com os alunos é a conscientização sobre o Meio Ambiente, sobre como ele está sendo cuidado. Várias atividades podem ser trabalhadas com os alunos, por meio de filmes, imagens, textos, músicas, entre outros. É preciso que os alunos percebam a importância do meio ambiente e as consequências desastrosas que poderão ocorrer graças a um simples papel jogado na rua.

    Quando possível, postarei aqui algumas atividades que tenho trabalhado com os alunos, de assuntos referentes ao meio ambiente, como o lixo, a água, a poluição e o aquecimento global.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

desfile de bundas do carnaval.. (um texto nada produtivo)

Hj à tarde, em frente à tv, chegamos a uma "importante" reflexão... pois é... começou o festival de bundas.. quanta abundânciaa!!! e é mais isso que vemos, mais do que fantasias de carnaval... porque é mais isso que é mostrado =/

e o engraçado foi que chegamos à conclusão de que há vários tipos de bunda... as grandes, as pequenas, aquelas que nem se mexem quando a passista samba, ou seja, aquelas famosas "bundas durinhas" (que provocam inveja de muitos), mas tem também as bundas moles, as com celulite, com estria, as murchas (ohh meu Deus, eu não quero ver isso!), as cheias, as com silicone, as caídas, etc. etc... e sem querer querendo a gente repara, compara... em algumas moças (ou moços) orgulhosas(os) de sua abundância, outros sem este orgulho, mas também sem nenhum pouco de vergonha ou simancol... e as bundas vão, acompanhando a banda, no som do bumbumbum... li numa crônica há um bom tempo, a qual não me lembro quem escreveu (me desculpe o autor), mas sei que ele dizia que deve ser por isso que chamamos de "bunda" ou "bumbum", porque elas (as bundas) acompanhavam o som do bumbo, quando as pessoas do terreiro dançavam, (inicialmente na África, depois trouxeram a dança pra cá)... boa teoria para a etimologia da palavra, acredito que seja bem verdade...

e eu também gosto do som, amoo quando a bateria passa, acho bonita toda esta "festa" e dança... eu também gosto de dançar e, graças a Deus, também tenho bunda...
no entanto.... senhores e senhoras passistas, venho por meio deste pedir sinceras desculpas por reparar, mas não tem como não ver (e admirar ou "desadmirar") tudo isso, mas creio que não seja só eu, é um ato involuntário e falho do ser humano todo este julgamento inútil...

por isso cuidado ao saírem por aí rebolando as suas bundass! 

sábado, 29 de janeiro de 2011

DESPEDIDA DO TREMA (autor anônimo)


Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você
pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na
Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por
mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e
eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus
ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A
letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os
dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado
enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C  que fica se
passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também
tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar
o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de
reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as
discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por
aspas?A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os
estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade
nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de
argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá
conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de
medo. Tudo bem, vou - me embora da língua portuguesa. Foi bom
enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um
dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na
história.
Adeus,
Trema.