quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Volta do Boêmio (boemia) - composição: Adelino Moreira

Tem hora que a saudade não cabe mais dentro do peito e é preciso fazer alguma coisa pra que não se exploda... tem hora que é preciso voltar, voltar e reviver momentos inesquecíveis, rever pessoas inesquecíveis... tem hora que é preciso fugir também, tirar os sapatos e cair numa festa original... ahsuahusha
Pois bem ....  "Boemia, aqui me tens de regresso...

... E suplicante lhe peço a minha nova inscrição

Voltei, pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria
Me acompanha o meu violão

Boemia, sabendo que andei distante
Sei que esta gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente
Por que razão quer voltar ?

Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho
Sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir
Não esqueça do teu violão

Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá cantar em novas serenatas
E abraçar teus amigos leais

Vá embora, pois me resta o consolo e alegria

Em saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais..."


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Num dia de trabalho

Não sabia se chorava ou se ria... muitos fatos prum dia só...

o pessoal da manhã, mais calmo que o pessoal da tarde, tirou fotinha pro blog da sala, levou pão de queijo pra comer (é claro que pra comer neh)... depois parou pra "enxergar" e refletir  sobre o curta "Ilha das Flores" e pelo visto perceberam que a vida não é só feita de fotos e pão de queijo...

e a menina da sala em frente, que sempre me vê na sala dos profs tentando espantar o sono nas aulas vagas, exclama: - esta professora só sabe tomar chazinho - não é chá não, é café... - exclamo alto também, ela ouve e acha graça... 

no final da manhã, as aulas de recuperação... na leitura de um conto... - qual é o seu maior sonho? ... você não tem sonho? todos nós temos sonhos... uma profissão, uma viagem, uma vontade, um desejo, ganhar na loteria... -  não professora, sonho só vou ter quando eu for mais grande... (mas vejo nos olhos dele, algum sonho brilha lá, e tento ajudar)  - ahh entendo, quando você for maior.... 

já à tarde....

- E aí pessoal, gostaram do filme O Tapete Vermelho.. - Legal dona... bom hein (...)
- Bom gente, então, como eu tinha dito pra vocês da variante linguística (...) digam pra mim que falas dos personagens do filme mostram a variante linguística, um jeito diferente de falar, que vocês observaram no filme?
- Cu de bode...

pior é que faz sentido o que ele disse, pois o "bode" do personagem tem um "d" linguodental diferente da nossa pronúncia em que o "d" é linguopalatal, mas isso os linguistas explicam melhor... simplificando, o sotaque do personagem é diferente do nosso ao dizer "cu de bode" ... mas escrevo só "bode na lousa", e ele questiona, mas professora, a senhora não escreveu a frase inteira (engraçadinho) - ahhh, mas é que a primeira palavra que você disse tem a mesma pronúncia que a nossa... (e justo esta frase do filme! ahuahauha...)

p.s. mas mais engraçado que isto foi que eles não viram, aliás, ninguém viu, a minha super topada na escada, apoio as mãos no chão e o joelho também... pior que isso é disfarçar e verificar se alguém captou a cena... se não tem câmeras escondidas pelos corredores do colégio...e chegar na sala como se nada tivesse acontecido... rs

o que não foi engraçado foi a parte em que o rádio não funcionou quando fui passar a músicas, e olha que perdi meu almoço pra gravar a tal canção no ciber e ainda paguei por uma música só no cd! mas amanhã levo "meu" rádio...

ruim também foi ter que subir aquele baita morroo, digo, montanha da Barreto... além de ter chegado 5 minutos atrasada porque, justo hoje, o mairinque demorou pra passar....

o chato também é ter que ficar mandando eles ficarem quietos toda horaa... ô gente que fala mais que eu viu!!!

e confesso que... depois da agitação e cansaço... na volta pra casa, por um instante presumi que poderia ver novamente aquele rapaz, bonito todo de branco, no ônibus, que certa vez me perguntou: - posso sentar ao lado da senhorita, se me permite..." - ah! você! senta aqui, eu fico na ponta que logo vou descer, desci depois de uns 3 minutos, meu ponto... se fosse hoje, seriam bons três minutos pra fugir do cansaço...